sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Guarda compartilhada


Esse assunto é polêmico e gera várias linhas de discussão, por isso vou fazer três coisas diferentes neste post :

- Abaixo vou escrever o que eu penso sobre o assunto.
-  No vídeo você pode assistir uma entrevista super bacana que eu fiz com o Dr. José Eduardo Branco da J.E. Branco Consultoria Jurídica .
-       E nos links relacionados algumas matérias que eu li antes de escrever o post, acho legal quem se interessar pelo assunto dar uma pesquisada, existe bastante literatura (sites e livros) sobre o assunto abordando tanto o lado psicológico como jurídico.


Guarda compartilhada

Há quem ache saudável, há quem não ache, há quem ache que ajuda a evitar alienação parental, há quem ache que facilita .

Na minha opinião, para que o processo seja bem sucedido, essa condição não pode ser imposta, acho que um dos pais deve ter a guarda “principal” e ter também uma maleabilidade para que o outro construa um espaço na vida do filho . Assim, quando o casal estiver bem o suficiente para aplicar a guarda compartilhada, e o filho se deslocar entre as casas, vai ser mais natural pra ele.

Eu concordo com a linha que acha que em alguns casos a criança, por ter duas casas, pode ficar confusa e sem referencia de lar, de um porto seguro, por isso eu acho que chegar numa guarda compartilhada é um processo de amadurecimento dos pais e dos filhos com relação a separação. Quando isso acontece de uma forma equilibrada, mostra que a relação dos pais junto a essa criança foi reconstruída de uma forma bacana.

Às vezes, no começo todos precisam de uma fase de adaptação, e na minha opinião (e experiência) é importantíssimo :

- respeitar o que foi combinado previamente entre os pais, principalmente dias e horários, assim um passa a confiar no outro e essa guarda vai ficando cada vez mais agradável para todos.

- Construir um espaço físico que a criança possa entender como sendo o cantinho dela dentro da sua casa.

- Combinar previamente viagens de férias, datas comemorativas, festa de aniversário, etc.

No meu caso, a mãe da minha enteada tem a guarda, mas, mesmo assim ela sempre teve um quarto e seu espaço muito bem definido aqui na casa do pai, isso antes e depois de casarmos. Minha enteada não tem um “enchoval” diferente em cada casa, ela leva e trás suas roupas , brinquedos , material escolar, uniforme do ballet, de acordo com a rotina daquele (ou daqueles) dias. Um dia uma outra criança perguntou para ela em que casa ela ia querer morar quando crescesse e ela respondeu que não precisaria escolher pois ela já morava nas duas. Fiquei tão feliz em saber que ela também se sente segura e apropriada na nossa casa.

Acho que para que os pais consigam ter uma guarda compartilhada saudável, é fundamental que eles tenham sempre DI-Á–LO-GO !

Bom final de semana e até sexta feira !

Links relacionados Alguns aspectos jurídicos:

Aspectos Pscológiocos: e Juridicos

Achei esse artigo bem legal:

Esse canal é muito legal :

Site : J. E. Consultoria Jurídica
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