segunda-feira, 5 de maio de 2014

Distância Segura.



Na grande maioria das vezes, para temos um relacionamento saudável com a mãe de nossos enteados precisamos de uma distância de segurança. Aquela que preserva a intimidade, que previne a inveja, que não expõe a auto estima do outro e que mantém a relação segura.
Na relação entre você e a ex-mulher do seu companheiro, por mais saudável que ela seja é prudente que se mantenha essa distância. Ela previne várias situações desnecessárias e embaraçosas.
A relação entre a “atual” e a “ex-mulher” não nasceu para ser de melhores amigas. Acho muito legal e maduro quando se constrói uma relação de respeito, cordialidade, gentileza... que ela ocasionalmente freqüente sua casa, que vocês façam festa de aniversário em comum para os filhos, tudo isso é muito legal e saudável, porém existe um limite de intimidade que é importante preservar e não ultrapassar.
No meu caso, algumas vezes, precisei e ocasionalmente ainda preciso me posicionar com relação a esses limite, o da distancia saudável.
É chato ter que fazer isso?! É! Porém para a segurança dessa relação, por vezes se faz necessário. Assim como a mãe dos enteados por vezes tem que se posicionar também quando a madrasta passa dos limites.
Sendo feito com bom senso e cordialidade, delimitar esses espaços é uma atitude madura e que vai refletir de forma positiva junto os enteados no futuro, pois a parte da intimidade deles com a mãe ficará preservada também.
Eu entendo que boa parte da responsabilidade de definir limites de segurança é do pai, que desde a separação tem que deixar clara sua postura junto a sua ex-mulher.
Muitas vezes, principalmente no começo do relacionamento, nos sentimos incomodadas (e até irritadas) com antigos hábitos do casal ou da ex-mulher com relação ao seu ex-companheiro, ou mesmo dela com relação as crianças. Acredito que faz parte desta “distância segura” nesta fase do relacionamento segurar a onda e não enfrentar, não provocar, não ser irônica. Nessa fase, quanto menos confronto melhor será para construir esses espaços!
Nossos mundos já tem que conviver harmonicamente ao redor das crianças, estreitar ainda mais essa intimidade pode gerar mal entendidos, inveja, ciúmes, mágoa... sentimentos ruins e desnecessários que podemos evitar.
Penso que essa relação tem que ser educada, cordial, respeitosa e colaborativa, porém, sem intimidades, confissões, aconselhamentos ou coisas do tipo.
Grande abraço e até semana que vem.
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