sábado, 10 de janeiro de 2015

Meu enteado tem a mãe falecida. E agora ?!?!?


Pessoal, Janeiro vou fazer 2 posts. Estou preparando novos temas com convidados para nosso blog em 2015.
Faz tempo que eu queria escrever esse post e dei uma enrolada.
Decidi escrevê-lo agora depois de receber a noticia que a mãe de uma amiguinha da minha enteada havia falecido, tão jovem, mais jovem que eu. Deixou 2 filhos. Pensei nesse pai e na relação que ele passaria a ter com essa nova realidade.
Pensando no assunto pra escrever esse post me lembrei da história de uma amiga minha e sua irmã. Quando ela soube que eu tinha o blog, me contou que a mãe dela tinha morrido quando ela tinha 08 anos (mesma idade que a amiguinha da minha enteada tem) e com o tempo seu pai arrumou uma nova companheira, que foi uma péssima madrasta. A nova companheira do pai delas tinha expectativas muito altas com relação ao casamento, filhos (dela) e era ciumenta. Essa madrasta mandou a minha amiga e sua irmã para o colégio interno durante a adolescência. O reflexo disso ?! Ambas fizeram faculdade em outros países e hoje constroem sua família longe de sua terra natal (onde mora o pai , madrasta e irmãs). Quando essa madrasta finalmente conseguiu engravidar e ter suas filhas (gêmeas) se arrependeu da atitude  que teve com as meninas e pediu perdão para ambas, mas o tempo não voltou atrás por conta disso.
Lembrei também da história de um grande amigo. Ele tinha um filho, conheceu uma garota que tinha um filho também, eles se apaixonaram, casaram e tiveram mais dois filhos deles (4  filhos no total). De uma forma estúpida e inesperada, sua companheira veio a falecer e ele ficou sozinho com os quatro filhos. O tempo passou e ele conheceu uma garota que além de linda e jovem é muitoooo corajosa (na minha opinião). Eles se apaixonaram e ela da forma mais sábia e delicada assumiu a trupe dele, não como mãe pois esse lugar é insubstituível, mas como uma companheira prestativa, amorosa, amiga, fiel e presente.
Crianças que perderam suas mães naturalmente tem uma expectativa alta com relação ao afeto, respeito e tolerância dessa nova companheira do pai. Escolher se relacionar com uma pessoa que viveu uma perda tão grande e com as crianças que viveram essa tragédia em suas vidas requer muito cuidado, atenção, respeito e delicadeza ...
Como eu já disse em posts anteriores ninguém é obrigada a se casar com uma pessoas nessas condições. Hoje em dia só entra num relacionamento assim quem acha que consegue lidar com esse tipo de situação, quem acredita que consegue “bancar esse pacote”.
A madrasta das minhas amigas não teve esse bom senso e marcou negativamente para sempre a vida de 2 pessoas que ela conheceu criança e que hoje são adultas que ainda trazem em suas vidas as marcas da atitude imatura dela.
Por isso caros leitores, vamos ser cada vez mais responsáveis em nossas atitudes de forma que elas venham preservar nossas crianças de hoje, e adultos de amanhã.
Beijo e até semana que vem.
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