segunda-feira, 25 de julho de 2016

EXPECTATIVA X REALIDADE


Do latim exspectare, a palavra expectativa também é utilizada para designar a condição de alguém que tem esperança em algo que foi baseado em promessas ou visibilidade de se tornar realidade.
O sentimento de expectativa só pode existir na ausência da realidade, ou seja, quando o objeto que motiva a expectativa ainda não se tornou viável e real, sendo apenas uma condição presente no desejo de posse do indivíduo, por exemplo.
Outra característica necessária para que possa existir a expectativa é a previsão, informação ou condição que sustente esta esperança, caso contrário a chamada "expectativa" não passaria de uma "ilusão" ou utopia.
(o texto acima foi extraído do site http://www.significados.com.br/expectativa/ )


         Esse post propõe uma reflexão sobre como lidar com nossas expectativas diante da nossa realidade.
         Somo humanos , falhos e muitas vezes é difícil separar nossas expectativas de nossa realidade.
         Essa semana uma amiga viveu uma grande decepção e escutando seu relato resolvi escrever sobre esse tema.
         Vou chamar minha amiga de “Maria”, seu marido de “José” para preservá-los.
         Maria (38 anos), mora com José (50 anos) há 06 anos e se tornou madrasta de uma linda enteada de 08 anos. José não queria casar no papel novamente e ainda assim a Maria sempre achou que com o tempo ele mudaria de idéia.
         Maria, como a maioria das mulheres, queria ser mãe e José não queria mais filhos e sempre deixou isso muito claro, essa diferença de desejos sempre foi conhecida por amigos e parentes, porém Maria nunca desistiu de seu sonho e confiante tentou fazer com que José mudasse de idéia.
         A relação entre ela e a enteada sempre foi de muito respeito, afeto e ternura, em contra partida, não mantinha nenhum contato com a mãe da enteada, ambas nunca se esforçaram para se falar, embora a enteada passasse praticamente todos os finais de semana  e feriados com o pai (e com a madrasta).
         Essa semana José, que vive sua crise dos 50, decidiu e fez uma vasectomia.         
         Maria se viu com a realidade nua e crua em sua frente, não poderá realizar seu sonho com José. A realidade confrontou a expectativa, e isso gerou uma grande frustração em seu coração.
         Ela me procurou para conversar porque estava muito angustiada ao ver que estava ficando com raiva da enteada, já que sempre acreditou que a enteada seria a irmã de seu filho. O sonho de ter um filho foi realizado por José e não por ela. Conversamos e ela acalmou seu coração, percebeu que embora tivesse criado muitas expectativas a realidade era muito diferente. Seu amor pela enteada existe, afinal é uma criança encantadora e que a relação delas pode ser “validada” no amor.
Essa família ainda tem um longo caminho para gerenciar essa crise. Estou torcendo por eles.
         As vezes a nossa expectativa se torna tão grande que cobre completamente a realidade, muitas vezes na relação de um segundo casamento ou um relacionamento com alguém que tenha filhos nós criamos expectativas que não estão em harmonia com os sentimentos de nossos companheiros. Nesse tipo de relacionamento escutar, enxergar e perceber o outro como ele realmente é pode ser a grande chave do sucesso.
         Beijo e até o próximo post.

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